O CEO da OpenAI, Sam Altman, participou em 23 de setembro de 2026 de uma sessão aberta do Conselho de Segurança das Nações Unidas voltada à inteligência artificial, realizada em Nova York. A reunião teve como tema a manutenção da paz e da segurança internacionais, atribuição central do órgão da ONU, que reúne capacidade de aprovar decisões obrigatórias para os 193 Estados-membros.341
Presidido pelo ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Noël Barrot, o encontro contou também com a participação de Dario Amodei, CEO da Anthropic e ex-vice-presidente de pesquisa da OpenAI, e de Clément Delangue, CEO da Hugging Face.21
Alertas sobre velocidade e concentração de poder
Durante o discurso, Altman afirmou que o ritmo de avanço da inteligência artificial exige extrema atenção em razão do processo acelerado de automação no próprio desenvolvimento, o que tende a intensificar a velocidade de aprimoramento dos sistemas. O executivo declarou que as empresas do setor não devem assumir riscos tecnológicos desmedidos apenas pela magnitude dos retornos e benefícios projetados.1
Segundo Altman, a trajetória do desenvolvimento técnico pode fracassar de duas formas principais: ignorando o perigo de catástrofes ou concentrando poder em um grupo reduzido. O executivo defendeu que o controle dos modelos mais avançados não fique restrito de forma a permitir imposições unilaterais.1
“Nenhuma pessoa, nenhuma empresa, nenhum país deveria ser capaz de usar os modelos de IA mais poderosos para impor sua visão de mundo aos outros”Sam Altman1